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10 motivos que aumentam o consumo do seu carro

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10 motivos que aumentam o consumo do seu carro

Carro que bebe além do normal já é ruim, ainda mais em tempos do litro da gasolina em flerte com os R$ 8. Mas são vários os motivos que podem interferir diretamente no consumo e eficiência do conjunto mecânico. Separamos os principais para te ajudar a descobrir porque o veículo faz sofrer a mais no posto.

Conteúdo 
1 10 motivos que aumentam o consumo de combustível
1.1 Sistema de ignição
1.2 Filtro de ar
1.3 Óleo errado ou vencido
1.4 Filtro vencido
1.5 Pneus descalibrados
1.6 Sonda lambda
1.7 Excesso de peso
1.8 Acessórios não originais
1.9 Falta de manutenção
1.10 Pé pesado…

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10 motivos que aumentam o consumo de combustível

Sistema de ignição

Velas, cabo de vela e bobinas devem ser checados regularmente. Importante salientar que as velas de ignição sofrem desgaste natural e, conforme o tempo, a peça tem mais dificuldade em gerar a centelha responsável pela queima da mistura ar-combustível.

Segundo a Magneti Marelli, uma das principais fornecedoras de componentes automotivos do mundo, velas em mau funcionamento acarretam no desgaste de todo o conjunto de ignição, já que demandam maior “esforço” das bobinas de ignição e dos cabos de vela. O reflexo deste sistema em estado precário é o aumento do consumo.

Por isso, é importante revisar velas e os demais componentes a cada 10 mil km, e trocá-las a cada 50 mil km, ou conforme recomendação do fabricante no Manual do Proprietário.

Filtro de ar

Como o próprio nome indica, o componente é o responsável por filtrar as impurezas do ambiente externo. Ou seja, o filtro de ar (elemento) funciona como uma barreira que impede que partículas e detritos cheguem à câmara de combustão e comprometam o funcionamento correto do motor, o que acarreta em aquecimento do conjunto, perda de potência e aumento no consumo.

Em razão disso, a recomendação é que se substitua o filtro de ar a cada 10 mil km ou um ano, ou de acordo com a recomendação da montadora. E nada de “limpar” o filtro e continuar rodando com ele.

“Não se deve, em hipótese alguma, tentar limpar o filtro com jatos de ar comprimido e reutilizá-lo. A força do jato de ar pode romper as fibras da mídia de filtração e agravar as consequências. O ideal é substituí-lo por um novo”, orienta Plínio Fazol, gerente de Marketing e Novos Produtos da Tecfil, fabricante de filtros automotivos.

Óleo errado ou vencido

Lubrificante fora das especificações ou do prazo de limite de rodagem também fará o carro beber mais. O óleo é o responsável por lubrificar corretamente todas as partes do conjunto mecânico e deixar o motor trabalhando na temperatura certa. Por esta razão, use sempre o produto dentro das especificações recomendadas pelo fabricante, desde a origem até a viscosidade.

Além disso, fique atento aos prazos de troca estabelecidos no manual. Em geral, elas ocorrem a cada 10 mil km – se o seu carro tiver mais de 10 anos de uso, diminua em 25% os intervalos recomendados pela marca. Óleo muito tempo no motor também pode formar borra, que pode não só acarretar em aumento do consumo, como na quebra do propulsor.

Filtro vencido

De nada adianta trocar o lubrificante e não mudar o filtro do óleo. A peça retém os resíduos naturais causados pela queima de combustível e o próprio funcionamento do motor. Ou seja, o filtro vencido não vai impedir a passagem de impurezas com a mesma eficiência, vai contaminar o lubrificante mais cedo e acarretar em mau funcionamento do propulsor.

Alguns fabricantes recomendam a reposição deste filtro a cada duas trocas de óleo. Mas trata-se de uma peça tão barata proporcionalmente, que o ideal é fazer a substituição a cada renovada do lubrificante.

Pneus descalibrados

É pura física. Pneu murcho vai fazer o carro enfrentar mais resistência à rolagem para mover a massa do veículo. Esse maior esforço e arrasto que o motor terá de fazer vai cobrar a conta na bomba de combustível. Segundo engenheiros, pneu descalibrado pode fazer o veículo beber entre 5% e 6% a mais.

A dica é a de sempre. Uma vez por semana calibre os pneus dentro da pressão recomendada pelo fabricante – a informação está no manual, nas dobradiças das portas, na tampa do reservatório de combustível ou na portinhola do porta-luvas. Coloque a pressão com o carro frio ou pelo menos 5 minutos depois de pará-lo.

Os pneus “verdes”, de baixa resistência à rodagem, são outra boa opção para economizar. São produzidos com composto de sílica, mais leve que a borracha sintética, e causam menor atrito com o asfalto, o que pode render até 40% de economia nas médias de consumo, de acordo com especialistas.

Lembre-se que mudanças nos diâmetros das rodas e nas especificações dos pneus também interferem no consumo. Assim como rodar com pneus carecas ou com o veículo sem alinhamento e balanceamento.

Sonda lambda

Também conhecido como sensor de oxigênio, o equipamento tem como função principal “ler” e monitorar a mistura ar combustível produzida durante a combustão do motor, e “informar” ao sistema de injeção eletrônica. Se ela estiver com problema, vai passar informações erradas para a central, o que vai causar aumento no consumo.

Isso porque, segundo a Magneti Marelli, a injeção eletrônica estabelece, em tempo real, os padrões de operação de cada componente. “Quando alguma peça não desempenha sua função corretamente devido a algum desgaste, o sistema precisa compensar essa perda, o que acaba comprometendo, entre outros fatores, o consumo e até a emissão de poluentes”, diz a empresa em comunicado.

Excesso de peso

Abarrotar o carro com coisas e pessoas também vai detonar o consumo. O automóvel foi projetado para ter um peso em ordem de marcha e suportar uma capacidade de carga específica, que consta lá no manual. Qualquer coisa que exceda aquela carga útil, vai demandar esforço a mais do motor e, consequentemente, mais gasolina, etanol ou diesel.

Por esta razão, respeite a carga útil, e lembre-se que ela inclui o peso dos ocupantes e de bagagens. Quanto mais leve estiver o veículo, melhor será sua eficiência. Então, nada de andar com peso extra no porta-malas todos os dias com objetos que você não vai precisar.

Acessórios não originais

Peças externas que não foram homologadas pelo fabricante podem interferir no consumo. Para-choques de impulsão, molduras de para-lamas, pneus de dimensões diferentes, bagageiros de teto, e até frisos, spoilers e calhas de chuva, interferem na aerodinâmica e fazem o carro ter mais resistência do ar. Consequentemente, o motor fará mais força e o veículo vai consumir mais.

Falta de manutenção

A manutenção periódica e preventiva é fundamental para que o conjunto mecânico funcione em suas melhores condições e obtenha o consumo mais eficiente. Por isso, respeite os prazos de revisões (em geral, a cada 10 mil km) e siga as verificações e trocas de peças previstas no manual – especialmente se o carro já passou da garantia ou tem mais de cinco anos.

Pé pesado…

Claro que o jeito de dirigir impacta diretamente no consumo de combustível. Estudos mostram que o modo de condução mais agressivo de um motorista pode fazer o veículo beber até 30% a mais.

Alguns exemplos. Sabe aquele cara que pisa no pedal da direita como se estivesse no grid de largada da F1? Pois bem, a aceleração excessiva vai fazer o corpo de borboleta abrir mais do que o necessário. Isso significa mais ar na câmara de combustão e mais combustível. Então, priorize a aceleração gradual e tente não usar mais do que ⅓ do curso do pedal.

Outras dicas são aproveitar aquele “embalo” do carro, com o pé bem leve no pedal só para manter o mínimo de movimento. E também trabalhar o máximo dentro de uma faixa de rotações – em 80% dos veículos a combustão, a recomendação é entre 2.000 e 2.500 rpm. Inclusive, nos modelos com câmbio manual, faça as mudanças de marcha de preferência dentro deste intervalo de rotações – ou fique atento ao indicador de trocas, caso seu carro seja equipado com o item.

Especialista em direito de trânsito

Há mais 7 anos Erica Avallone trabalhando na elaboração de técnicas administrativas e judiciais em defesa dos motoritas.